Transplante capilar - 10 perguntas frequentes

Transplante capilar - 10 Perguntas frequentes

Nestes últimos anos a DHI Portugal foi convidada por vários jornalistas a responder a algumas perguntas sobre Transplante Capilar. Interessados pelo crescimento constante da procura por este tipo de tratamento e motivados pelas inovações que são trazidas pelas clínicas DHI, principalmente pela técnica exclusiva DIRECT ou método DHI, fomos convidados algumas vezes a participar em artigos. Reunimos 10 dessas perguntas e respetivas respostas.

Transplante capilar perguntas frequentes

1 – Qual as diferenças entre implante capilar e transplante capilar?

Antes de mais importa esclarecer a diferença entre folículo capilar e fio de cabelo. O folículo capilar é uma estrutura em forma de bolsa, localizada na hipoderme (camada profunda da pele). É nele que se localiza a raiz do fio capilar. Cada folículo capilar tem capacidade para produzir e fazer crescer vários fios de cabelo.

 

Os termos Transplante Capilar e Implante Capilar são erroneamente utilizados como sinónimos, embora tenham significados diferentes.

 

O Transplante Capilar é uma intervenção médica estética que consiste numa redistribuição de folículos capilares no couro cabeludo, processo esse realizado em 3 fases principais:

  • 1ª fase - Extração de folículos unitários (técnicas DHI/DIRECT ou FUE) ou de uma tira de couro cabeludo (técnica FUT)

  • 2ª fase – Seleção e conservação de folículos

  • 3ª fase – Implante de folículos

O transplante capilar significa o processo completo de um transplante (o conjunto das 3 fases).

 

O implante capilar é apenas a última das fases do transplante capilar.


2 - Como é feito um transplante capilar?

O transplante capilar consiste numa redistribuição de folículos no couro cabeludo. No entanto, a forma como é feito depende da técnica utilizada. Na nossa técnica todo o processo está concebido para, por um lado garantir a máxima sobrevivência do folículo e, por outro, criar a melhor densidade e resultado possíveis. Este processo pode resumir-se em 3 principais fases: Após análise e correta identificação da zona dadora cujos folículos têm uma genética diferente dos restantes, é realizada a extração do folículo, um por um. Esta fase tem por base 3 objetivos principais: extrair o folículo de forma integral, com as suas múltiplas raízes, extrair de forma dispersa e não concentrada- de forma a não criar zonas com menor densidade que outras- numa multiplicidade de tipos de folículos- entre unitários e múltiplos- e ainda extrair com puncher de calibre extra reduzido a fim de assegurar que o paciente não fica com marcas de extração visíveis. Em 2º lugar o processo de manuseamento e conservação é extraordinariamente critico à sobrevivência do folículo. Na nossa técnica no tempo que medeia entre extração e implante, o folículo é conservado e refrigerado numa solução adequada, que garante a estabilidade do metabolismo do mesmo. Nesta fase os folículos são categorizados e organizados para serem injetados de forma corretamente distribuída, não havendo qualquer agressão com a dissecação, como é prática comum noutras técnicas. A 3ª fase é a de implante, essencial para garantir o menor trauma possível, evitando a criação de tecido fibroso e citricial e a correta direção do cabelos. Desta forma garantimos não só um resultado muito natural, como uma recuperação visivelmente mais célere. Na Técnica DIRECT o folículo é injetado diretamente, não havendo abertura de orifícios prévios na zona recetora.


3 - Toda a gente pode fazer?

Existem várias causas que podem estar na origem da Alopecia sendo a mais comum a doença capilar designada por Alopecia Androgenética (fatores hereditários). Neste caso e em função do grau de manifestação desta disfunção existe indicação para transplante capilar. Há outro tipo de alopecias que não têm indicação para transplante. Há algumas contra indicações à realização de transplante capilar, externas ao tipo de alopecia. Um paciente que já realizou várias sessões, com outra técnica, poderá ter a zona dadora condicionada a um futuro transplante, por exemplo.


4 - Qual é o candidato ideal para este tipo de tratamento? 

Todas as pessoas que sofram de alopecia androgenética e ainda possuam uma boa zona dadora são candidatas potenciais a um Transplante Capilar, contudo os resultados dependem de uma conjugação importante de vários fatores, dos quais destacamos: a técnica utilizada, o profissional envolvido e o candidato.

O candidato ideal é o individuo que tem alopecia androgenética, com uma grande zona dadora, composta por uma elevada densidade capilar traduzida em inúmeros folículos múltiplos.

Pessoas que sofram de outro tipo de alopecia podem não ser candidatas a este tratamento. Daí a importância de um correto diagnóstico capilar prévio.


5 - Os resultados são sempre garantidos?

Os resultados do transplante capilar estão diretamente relacionados com a técnica utilizada. Com técnica DIRECT garantimos os melhores resultados. No entanto é importante que sejamos transparentes na nossa abordagem com o paciente e um bom resultado está também dependente de todos fazerem a sua parte. Independentemente da técnica utilizada é importante que quem a faz seja um profissional devidamente certificado, assim como será igualmente importante que o paciente cumpra todas as instruções que são dadas após a sessão, sob pena de comprometer o resultado da mesma.


6 - Há necessidade mais do que uma "sessão"?

O transplante capilar não trava a queda do cabelo. O facto dum paciente fazer um transplante capilar para uma determinada zona calva, não implica que a sua alopecia não irá evoluir, noutra zona. Nestes casos os pacientes poderão vir a sentir necessidade, ao longo da vida, de fazer mais do que uma sessão. Em casos de calvícies muito avançadas é importante também consciencializar que não irá obter um resultado totalmente satisfatório com apenas uma sessão de transplante, sendo muitas vezes necessário fazer mais do que uma intervenção para garantir uma cobertura e densidade ótimas de todas as zonas calvas. O objetivo é criar uma correção harmoniosa, com a qual o paciente fique satisfeito não só no momento do transplante, mas com o evoluir do tempo.


7 - O transplante dura quanto tempo?

O Transplante capilar é definitivo. Desde que haja a sobrevivência do folículo implantado e salvo quaisquer patologias extraordinárias do paciente, os resultados são permanentes.


8 - Como é o pós operatório?

 Na nossa técnica o Pós Operatório é bastante simples e não apresenta grandes restrições. Qualquer intervenção requer cuidados depois de realizada, no entanto, com a técnica DIRECT nenhum deles implica uma interferência de maior no quotidiano dos nossos pacientes.


9 - Há necessidade ficar quanto tempo a recuperar?

A recuperação é bastante rápida. Os primeiros 2 dias após a intervenção são cruciais para garantir o resultado da mesma. Temos inúmeros pacientes a viajar no dia da intervenção e a voltar ao trabalho no dia seguinte. Quando explicamos as eventuais limitações estas prendem-se essencialmente com a exposição a ambientes nocivos à cicatrização correta do transplante capilar, bem como à realização de esforços físicos nos dias seguintes. O facto da técnica ser minimamente invasiva permite ao paciente retomar o seu dia-a-dia de forma praticamente imediata.


10 - Quais as principais diferenças entre a sua versão original e a atual (avanços tecnológicos)?

De uma forma sintética o início do transplante capilar remonta para os finais do século XIX, nessa altura era extraída da zona dadora uma tira de couro cabeludo que após retalhada em pequenas porções, estas eram colocadas nas zonas calvas exigindo corte e sutura nas duas áreas. Tratava-se de um procedimento extraordinariamente invasivo e traumático, deixava grandes cicatrizes no couro cabeludo e um pobre resultado estético.

Posteriormente, esta técnica evoluiu dando origem a técnica FUT (Fullicular Unit Transplantation) ou Strip, ainda hoje praticada por várias clínicas. Esta técnica pressupõe ainda a extração de uma tira de couro cabeludo na zona dadora, de onde eram separados os folículos capilares para serem posteriormente implantados. Sendo os folículos capilares de menor dimensão o implante é aqui realizado após a abertura de pequenos orifícios prévios sem necessidade de corte e sutura.

 

Em 2001, a DHI Global Medical Group, difundiu no mundo uma nova técnica designada por FUE (Follicular Unit Extraction) menos invasiva, pois os folículos são agora extraídos de forma unitária da zona dadora, sem necessidade de cortes ou sutura, no entanto a fase do implante é igual à da técnica FUT, ou seja, é necessário ainda realizar a abertura de orifícios prévios à colocação dos folículos unitários.

Esta técnica representou uma importante inovação no processo de extração, tornando assim o transplante capilar num processo menos traumático e por isso mais procurado pelos pacientes.

 

Em 2010, a DHI Global Medical Group, apresentou uma evolução importante da FUE, que se tornou conhecida no mundo como a técnica DIRECT ou DHI (Direct Hair Implantation). Esta técnica revoluciona a fase do implante das técnicas anteriores evitando a necessidade de realizar a abertura de orifícios prévios, ao injetar os folículos diretamente no couro cabeludo. Esta técnica permite assim implantar os folículos de uma forma mais próxima com uma orientação e direção do folículo extremamente natural, para além de que garante uma menor lesão na área implantada, uma recuperação muito mais rápida sem deixar cicatrizes visíveis.