Transplante Capilar – Homem vs Máquina

São os robots capazes de substituir médicos?
 

Transplante Capilar - Homem vs Máquina foi um dos temas principais abordados no último DHI Masters Meeting que decorreu em Junho de 2015 (evento anual organizado pela DHI Global Medical Group onde presenciam os mais prestigiados mestres em restauro capilar).
O tema foi implementado porque cada vez mais os profissionais recorrem ao uso de sistemas automáticos como robots, máquinas ou punchers automáticos para auxiliar no transplante capilar. O verdadeiro objetivo do debate deste tema era saber se realmente este recurso é capaz de competir com o método de transplante capilar manual exercido pela DHI.
Importa também saber se estes automatismos podem ser apenas um auxílio para os profissionais, quais os riscos e limitações do seu uso.
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O que é um Transplante Capilar automático?

O Transplante Capilar automático é quando na técnica FUE os profissionais recorrem a uma máquina que efetua a extração folicular de forma automática. Sendo que a máquina mais conhecida em Portugal é o robot Artas®.
Alguns centros de estética/clinicas também optam pelo uso de punchers eletrónicos, como os usados em transplantes «Low cost» realizados na Turquia.
O Artas® é um robot composto por um ecrã digital que permite mapear e analisar os agrupamentos naturais de cabelo no couro cabeludo do paciente. A empresa norte-americana que desenvolveu esta inovação investiu várias centenas de milhões de dólares no desenvolvimento desta "revolução" e afirmou que este mecanismo seria capaz de analisar o ângulo, direção e profundidade do folículo.
Contudo esta máquina revolucionária ainda revela muitas imperfeições e apresenta dificuldades técnicas.


Vantagens de FUE com Sistemas automáticos

A utilização de sistemas automáticos quer seja o uso de robots como de punchers automáticos faz com que reduza consideravelmente a duração da intervenção o que leva a um menor desgaste do profissional. O uso destes equipamentos pode também fazer com que o preço reduza.

Com o Artas®, a extração folicular já não necessita de ser realizada por um profissional, sendo este uso uma opção favorável para médicos inexperientes.

Desvantagens do uso de Sistemas Automáticos

ARTAS®

Cicatrizes visíveis e/ou destruição da zona dadora : o sistema ARTAS está disponível apenas com um punch de 1 mm, que é consideravelmente maior do que0,7 mm utilizados na DIRECT®. 

A utilização deste punch deixa cicatrizes (mini peladas) e destrói uma importante percentagem da zona dadora disponível;

De acordo com a FDA, a utilização é limitada (não aprovado para mulheres ou pessoas com cabelos claros e cabelos encaracolados).

Elevado risco da má utilização por técnicos inexperientes;

O implante é realizado da mesma forma que na FUE, ou seja,  é realizado em duas fases, primeiro a abertura de orifícios com cânulas na zona recetora e só depois os folículos são colocados nestes orifícios, sendo praticamente impossível o controle total do ângulo, direção e profundidade do implante.

Após vários transplantes a área dadora fica com menor densidade/volume capilar.

Desconforto do procedimento;

O ARTAS ainda não é 100% eficaz, tem necessidade de melhorias.


 
Pode então a Máquina substituir o Médico?

As máquinas não têm sensibilidade, logo não são capazes de se adaptar a situações. Se um médico por vezes pode cometer erros, então quantos serão os que a máquina pode vir a cometer, não sendo portadora de sensibilidade?
Este tipo de intervenções implicam que haja um relacionamento entre paciente e médico, percecionar as necessidades do paciente para obter resultados naturais e expectáveis.

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